05/10/2013

Dia 03.10 - Visita ao Teatro Arthur Azevedo


No dia 03/10, às 10h30 nos dirigimos para o Teatro Arthur Azevedo para conhecer o espaço da realização da oficina e das apresentações. Conhecemos o Josué da Luz e sua equipe e fizemos entrega de material e de camisetas. Após uma conversa curta nos dirigimos para a sala e ali discutimos questões técnicas (luz, som, empanada) e em relação ao público, colocamos o desejo de realizarmos nas escolas atividades de preparação do público, através de palestras e de aula espetáculo (uma forma de contribuir na formação da plateia). Tudo acordado. Recebemos a visita do Paulo Socha, nosso contratado para fazer o registro audiovisual de todas as atividades e ali já iniciou o registro. Presentes na reunião, estavam nossa equipe (Leo Carnevale, Bira Lourenço, Zaine Diniz e Chicão Santos), a Produção local (Micelle Cabral e Diana Mattos) e a equipe do Núcleo de Arte e Educação do Teatro Artur Azevedo (Josué da Luz).

Após uma rápida visita as instalações do teatro, retornamos para o centro e fomos fazer a primeira refeição (num restaurante contratado pela produção local) um lugar muito especial e de uma boa comida. Aproveitamos para provar a culinária Maranhense e saborear as delicias ali expostas para que pudéssemos saciar a nossa fome. Uma refeição boa para nossas primeiras impressões da arte da culinária local.





 
Teatro Arthur Azevedo, uma breve história
extraído do portal http://www.cultura.ma.gov.br

Em pleno ciclo do algodão maranhense, no ano de 1815, dois comerciantes portugueses desejosos de assistirem espetáculos de arte dramática e música lírica de qualidade e em condições adequadas, aqui mesmo em São Luís, a exemplo do que assistiam em Lisboa, decidiram edificar um grande teatro do mesmo porte das casas de óperas da Europa e trazer de lá e do sul do Brasil as grandes companhias. Eram eles Eleutério Lopes da Silva Varela e Estevão Gonçalves Braga.

A planta original do que seria esta grande Casa de Espetáculos, previa uma fachada para a Rua da Paz e a principal para o Largo do Carmo. A igreja reagiu e, com o pretexto de ser anti-religiosa a construção de um teatro ao lado de uma igreja, afrontando seus valores, pediu o embargo da construção.

Com uma sentença favorável aos padres carmelitas, o Teatro começou a ser construído em 1816 com sua fachada principal voltada para a rua do sol, com todas as condições negativas que se conhece: o prédio ficou espremido entre outras construções, sendo as ruas da frente e da lateral, de alta circulação automotiva com os barulhos conseqüentes e perturbadores, além das dificuldades para estacionamento. Este teatro não seria o primeiro e sim o quarto a ser construído na cidade de São Luís, entre 1780 e 1816. Todos de pequeno porte e sem os espaços e conforto adequados. E assim, em apenas um ano de construção, entre 1816 e 1817, dois empreendedores privados constroem um prédio de tamanha monumentalidade para a época. Isto há 187 anos e até o presente momento, nenhum outro foi construído pelo poder público igual ou maior e a cidade não tinha nem um quinto da população atual.

Edificado em estilo arquitetônico neoclássico, constitui-se no único exemplar verdadeiro desse estilo em São Luís. No Brasil, o neoclássico foi difundido com a chegada da missão artística francesa, trazida por D.João VI em 1816. No Rio de Janeiro, a primeira edificação no estilo neoclássico só ocorreu em 1819.

Nascia assim o Teatro União, inaugurado em 1º de junho de 1817, dois anos após a inclusão do Brasil ao Reino Unido de Portugal e Algarves, fato que originou o nome do prédio. O projeto era grandioso. Na época, São Luis era a quarta maior cidade do Brasil e os 800 lugares do teatro representavam 5% da população local.

Em 1852, o Teatro União passaria a se chamar Teatro São Luiz e, em 1854, serviria de berço para Apolônia Pinto, filha de uma atriz portuguesa que entrou em trabalho de parto em pleno teatro. No camarim número 1, nascia uma das grandes atrizes do teatro brasileiro, que já aos doze anos encantava platéias com a peça "A Cigana de Paris". Este mesmo ano é marcado pelo primeiro baile de máscaras de São Luís, à época um evento de grande repercussão. Os restos mortais de Apolônia Pinto estão guardados no próprio Teatro, no piso térreo, em um nicho dá acesso à platéia. Lá, a atriz foi homenageada, ainda, com um busto em bronze e uma placa alusiva à sua brilhante trajetória cultural, localizada no próprio camarim nº 1.

O nome Teatro 
Arthur Azevedo, viria na década de 20 em homenagem a um importante teatrólogo maranhense. Desde então, o lugar enfrentou momentos de crise e chegou a funcionar como cinema, além de sofrer restaurações que acabaram por descaracterizar alguns de seus elementos. Na década de 60, o governo do estado pôs fim ao contrato com a empresa cinematográfica que o havia arrendado.

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